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FAMÍLIA
HIRUNDINIDAE
Família
Hirundinidae (andorinhas e taperás): São tão comuns no Brasil, que
não são necessários grandes conhecimentos ornitológicos para identificar
as andorinhas. Facilmente encontradas nas cidades, vivem em bandos e pousam
geralmente na fiação da rede elétrica, antenas de TV ou galhos expostos.
As andorinhas são exímias voadoras. Suas asas grandes facilitam manobras bruscas, principalmente quando saem em busca de insetos, sua principal fonte de alimentação, o que faz com que sejam sempre bem-vindas, principalmente pelos agricultores. Com bicos e pés pequenos, machos e fêmeas são bastante parecidos. Variados são os tipos de ninhos, que podem ser desde um simples buraco cavado no barranco a outros mais elaborados, construídos com saliva e barro. As fêmeas é que chocam os ovos, mas quando estes eclodem os machos ajudam a cuidar da ninhada. Muitas espécies de andorinhas são migratórias, percorrendo distâncias enormes entre as Américas do Norte e do Sul, fugindo do inverno. É um espetáculo a revoada de andorinhas ao amanhecer ou ao entardecer, quando buscam os fios e galhos para repousar. Um espetáculo desses que chamou bastante a atenção foi observado em Saint Georges, na Guiana Francesa, em 1998, com as andorinhas Progne chalybea. As andorinhas preferem habitar áreas abertas, mas em lugares como a floresta amazônica sua ocorrência se dá ao longo dos rios e lagos. Aliás, algumas espécies, como as dos gêneros Atticora e Tachycineta, são intimamente ligadas a ambientes aquáticos. Ao todo são conhecidas 16 espécies em nove gêneros de andorinhas no Brasil. Embora muito semelhantes pelo formato do corpo, não devemos confundir as andorinhas com os andorinhões. Estes pertencem a uma outra ordem (Apodiformes, família Apodidae). Ao contrário das andorinhas, os andorinhões não pousam em fios, preferindo agarrar-se as superfícies verticais, principalmente em cavernas. Ao contrário de muitas aves brasileiras, nenhuma espécie de andorinha é considerada como ameaçada de extinção. Agradecimentos: Agradecemos ao Luís Fábio Silveira, Mestre em Zoologia pela USP, pelo texto sobre a família Hirundinidae. |